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Era assim como um mar dividido ao meio por uma língua de terra. Um pouco como a Ilha do Baleal ao chegar o Inverno. Atravessei e entrei numa casa velha cheia de quartos e corredores e móveis velhos e relógios parados e uma luz coada por vidraças de pó. Sei que procurava alguma coisa, mas não me lembro bem de quê. A certeza de que uma mulher tinha sido assassinada naquele lugar. Havia pessoas em quase todas as divisões. Então encontrei-te. Deste-me um beijo desvairado e desapareceste. Atravessaste para a outra margem. Quando tentei seguir-te o mar fechou-se, como se tu fosses o Povo Eleito e eu o Egipto que te escravizava. Fim
2 comments:
Também tenho sonhos assim... e acordo sempre tristíssima...`
***
Se eu acreditasse nessas coisas, diria que estes sonhos acontecem depois de muito tempo a disfarçar a tristeza que nos vai cá dentro...
Desabafamos. Pomos a máscara, sacudimos os joelhos e "the show goes on"
bjis
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