Da crónica do Lobo Antunes na Visão da quinta-feira passada:
"Qualquer bom artista é uma mesa de espírita a receber mensagens do além, o que os torna, em certo sentido, quase irresistíveis: a quantidade de mulheres que sempre rodearam um monstro físico e moral como Sartre; Simenon gabava-se de ter dormido com quinze mil. Faz-me lembrar Billy The Kid, afirmando ter morto dezoito homens. Acrescentava
_Não contando os mexicanos
e esse tipo de proezas acabou para mim. Deixou de interessar-me. Uma única mulher basta: ela é todas. Nem sequer é uma questão de maturidade, é uma questão de não ser parvo."
Ora, nem mais!
"Qualquer bom artista é uma mesa de espírita a receber mensagens do além, o que os torna, em certo sentido, quase irresistíveis: a quantidade de mulheres que sempre rodearam um monstro físico e moral como Sartre; Simenon gabava-se de ter dormido com quinze mil. Faz-me lembrar Billy The Kid, afirmando ter morto dezoito homens. Acrescentava
_Não contando os mexicanos
e esse tipo de proezas acabou para mim. Deixou de interessar-me. Uma única mulher basta: ela é todas. Nem sequer é uma questão de maturidade, é uma questão de não ser parvo."
Ora, nem mais!
