Saturday, January 1, 2011

revelhão

passar a meia noite com o auto-rádio aos berros, na beira de uma estrada qualquer em Mira, a caminho da Vagueira, com 2 copos roubados e uma garrafa de espumante quente a dizer "amo-te" no rótulo, só pode ser bom sinal! E, afinal...



ÓL AI UANA DU IZZ ÉVE SAM FAAANNN!!!

Wednesday, December 29, 2010

demasiado bom




Bien sûr, nous eûmes des orages
Vingt ans d'amour, c'est l'amour fol
Mille fois tu pris ton bagage
Mille fois je pris mon envol
Et chaque meuble se souvient
Dans cette chambre sans berceau
Des éclats des vieilles tempêtes
Plus rien ne ressemblait à rien
Tu avais perdu le goût de l'eau
Et moi celui de la conquête

Mais mon amour
Mon doux, mon tendre, mon merveilleux amour
De l'aube claire jusqu'à la fin du jour
Je t'aime encore, tu sais, je t'aime

Moi, je sais tous tes sortilèges
Tu sais tous mes envoûtements
Tu m'as gardé de pièges en pièges
Je t'ai perdue de temps en temps
Bien sûr tu pris quelques amants
Il fallait bien passer le temps
Il faut bien que le corps exulte
Finalement, finalement
Il nous fallut bien du talent
Pour être vieux sans être adultes

Oh, mon amour
Mon doux, mon tendre, mon merveilleux amour
De l'aube claire jusqu'à la fin du jour
Je t'aime encore, tu sais, je t'aime

Et plus le temps nous fait cortège
Et plus le temps nous fait tourment
Mais n'est-ce pas le pire piège
Que vivre en paix pour des amants
Bien sûr tu pleures un peu moins tôt
Je me déchire un peu plus tard
Nous protégeons moins nos mystères
On laisse moins faire le hasard
On se méfie du fil de l'eau
Mais c'est toujours la tendre guerre

Oh, mon amour...
Mon doux, mon tendre, mon merveilleux amour
De l'aube claire jusqu'à la fin du jour
Je t'aime encore, tu sais, je t'aime.

então mas esta agora é só francius?

perguntam vocês, gatos-pingados leitores. Pois, digo eu. Estou a atravessar uma fase francesa. Já passei por tantas: a do grunge, a do jazz, a da intervenção, a do fado de Coimbra, a da Winehouse. Umas testemunharam-nas, outras não. Agora estou na fase francesa, embora ainda não a fundo: ouço Piaff e Brel, mas apenas porque fico extasiada com a intensidade dela e com a poesia dele. Continuo sem saber falar francês, por exemplo, agora gostaria de dizer que a minha gata está a disputar o meu colo com o portátil e não me deixa escrever em sossego, em francês, mas sai-me algo como: ma chatte est en conflit avec mon ordinateur et ne me laisse pas ecrire en paix, o que, de certeza, não está correcto.
(Pelo menos já não estou naquela fase que durou cerca de 10m da noite de 25 de Dezembro que consistiu em traduzir as palavras dos outros para inglês macarrónico. "tem dois furões", dizia a Gina, "two furonssss...*hic*" dizia eu. "Marta, para com isso", dizia o Zé, "Marta, stop det!*hic*".)
E uma vez que estou a entrar na fase francesa, as minhas résolutions pour la nouvelle année sont:
1. suivre un cours en français;
2.voir les films français suivants:
2.1. Les petits mouchoirs;
2.2. L'homme qui voulait vivre sa vie;
3. aller à Paris avec Joseph et Christine;
4.cesser d'utiliser le traducteur de Google.
PS: Pena que ninguém possa ouvir como fico sexy a tentar pronunciar isto...

a multidão ou outra coisa qualquer

Monday, December 27, 2010

hymn a l'amour

... peu m'importent les problèmes, mon amour, puisque tu m'aimes...

Saturday, December 25, 2010

Natal

celebro o nascimento de todos os meninos divinos feitos Homem: esse que nasceu há 2010 anos, ou há 26 anos, e 30 e 49 e 75. celebro os deuses que tenho na minha vida, recordo os que já tive e que vivem agora na minha memória, deixaram uma ausência cheia de recordações maravilhosas: os olhos azuis quase cegos da minha avó, as mãos genesíacas do meu avô, a minha bisavó a recitar a "Nau Catrineta", havia mais de ano e dia que andavam na volta do mar, e os olhos dela um brilho, não sei se com pena dos marujos, forçados a comer sola, se ela própria com fome de outro público que não uma bisneta_"outra vez!"_ em vez de palmas, a brincar com uma nau catrineta feita de fósforos e velas de papel.
desembrulho pequenos momentos como presentes, a minha avó na cozinha, ao cimo das escadas, o cabelo ainda louro nas pontas, branco nas raízes, o meu nome tão bonito no canto da voz dela. Não os perdi não os perdi não os perdi.
E hoje outras vozes, outros olhos, o meu nome tão bonito no canto da tua voz, se estivesses na cozinha ao cimo das escadas abraçava-te, se existisse Deus ajoelhava-me, juntava as mãos, fechava os olhos e agradecia...

Thursday, December 23, 2010

I'll be around...

...with my undying death-defying love for you