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Monday, April 4, 2011

A justiça não é para pobres!

(Esta foto respeita o acordo ortográfico)


Assoberbada com o excesso de candidatos à nobilíssima profissão de advogado (para mim nem mais nem menos que a de agricultor, embora este durma melhor à noite), a Ordem dos Advogados tentou, numa primeira fase, estancar a sangria das Faculdades de Direito deste país exigindo que os licenciados se submetessem a um exame de acesso ao estágio. Já antes tinha cortado aos advogados estagiários inscritos a possibilidade de serem nomeados defensores oficiosos ou de fazer escalas, com o argumento de que são incompetentes, mesmo após terem sido aprovados pela Ordem nos exames da Ordem, finda a fase de formação ministrada pela Ordem.


Agora, perante o "não" do Tribunal Constitucional ao exame de acesso, a Ordem delibera novos preços e emolumentos: os candidatos a advogado pagam, até ao final da primeira fase, €700 e, até ao exame de agregação, €650. Ter a cédula profissional não só vos vai custar 3 dos melhores anos da vossa vida, como ainda €1350. Pensem bem no que conseguiriam fazer com esse dinheiro. Pensem bem em quanto tempo e de quantas horas de trabalho numa loja de roupa/caixa de hipermercado/imobiliária/call center vão ter que fazer para o recuperar quando tiverem a nobilíssima profissão de advogado e não vos servir para rigorosamente nada. Têm a certeza de que se querem mesmo meter nisto? Ah, e não comprem toga! Nunca a vão poder usar e sempre poupam €200, que vos vão dar jeito para pagar as quotas.

Friday, April 1, 2011

wouldn't it be nice...

...to have enough space to do this at work's locker rooms?

Wednesday, January 26, 2011

Dia mau

A Ordem dos Advogados não me admitiu a exame. E mandou-me uma cartinha para me dizer que tenho 15 dias para reformular a minha apresentação de tema de discussão oral. A Ordem dos Advogados deveria ter recusado a minha inscrição. E a Faculdade de Direito nunca deveria ter-me deixado entrar. Juntas, teriam poupado oito anos da minha vida.
Vontade de reformular o trabalho alterando o tema para: "Da criminalização de actos administrativos responsáveis pela desgraça da vida do cidadão ou como a OA me f*#&%$ a vida".

Wednesday, September 1, 2010

Oferece-se emprego

Quem se licenciou há pouco tempo sabe bem como visitar os sites de emprego se transforma num ritual diário. Começamos por reduzir as pesquisas às ofertas relativas à nossa área, mas rapidamente começamos a perceber que o melhor é sujeitarmo-nos a outras oportunidades, por muito diferentes daquilo que queremos e muito abaixo das nossas qualificações.
E quando nos deparamos com uma empresa que precisa contratar um licenciado em direito, a quem exige experiência profissional, disponibilidade imediata e os requisitos do costume e se propõe pagar-lhe a fantástica quantia que é o ordenado mínimo nacional, pensamos: mas porque raio não fui para cabeleireira?

Thursday, July 1, 2010

Naquele engano d'alma ledo e cego...


... é a legenda azul de um dos paineis de azulejos do Tribunal. Por cima, Pedro e Inês passeiam na verdura luminosa da Quinta das Lágrimas. Viram-nos as costas, enlaçados pela cintura, corre-lhes a água aos pés. Segue-os um cão que é como um aviso, e sobre as suas cabeças há duas borboletas brancas de um destino de efemeridade.

Pena que o enquadramento de tal figura tenha os tais anjinhos com barrigas em pregas flácidas e homens nus, segurando grinaldas de frutos, que, se eu fosse lombrosiana, diria serem retratos de criminosos, a olhar os querubins pelo rabo do olho.

Tuesday, April 13, 2010

Considerações sortidas

Consideração #1
Duas semanas sem computador. O meu velhinho Acer não resistiu a mais uns anos de maus tratos e faleceu. Assim, sem um queixume, ou um último suspiro. Deixei-o a dormir e não voltou a acordar. Morte santa.
Menos santa foi a minha disposição, por ter que adquirir um novo. Ainda pensei seriamente em não comprar nada, era o que faltava, tanto que posso fazer com esses 600 euros, é desta que remo contra a corrente e recuso a informatização da minha vida, volto a ler o jornal em papel, volto a sair com os amigos em vez de os ver no facebook, volto a fazer os trabalhos à mão, com letra perfeita e esquadrias tiradas a tinta-da-china e régua T. Entrego a declaração do IRS nas finanças, e quem me quiser contactar que me telefone, o e-mail já era. Toda eu era boa vontade. Mas que não resistiu às imposições profissionais e ainda menos à necessidade de blogar.
Consideração #2
Entretanto, apareceu-me o recrutamento de juristas para a União Europeia. Local de trabalho: Bruxelas. Bruxelas tem mau tempo. A minha mãe, ansiosa por me ver fora daqui, todos os dias ao telefone: Já te candidatas-te? Olha o prazo, tu concorre... e eu, sim mãe, 'tá bem, amanhã. Lá fui a casa do amigo do costume, pedir que me deixasse enviar aquela porcaria. Formulário de candidatura em Inglês, respostas em inglês, o meu já muito enferrujado, e surge a pergunta da morte: "Describe two of your greatest achievements, how did you obtained them and the positive consequences on your life and for others." Qualquer coisa assim, mas sem erros. E eu, olha que merdice de pergunta, não vou preencher este campo. E o cabrãozito de um asterisco: vais, que é obrigatório. Ou aparece-te um daqueles avisos a vermelho a dizer que te falta preencher um campo. Fuck. Eu não tenho nenhum achievement. Nem sequer sei que palavra portuguesa corresponde a "achievement". Vai daí, começo a chorar. É suposto que aos 25 anos eu já tenha dois achievements dignos de nota? Já não quero preencher isto, que se lixe, também não quero nada ir para Bruxelas, lá está a chover e aposto que se come mal. Mente, inventa qualquer coisa, aconselhou-me o amigo. Não sou boa a mentir. Mas também não sou malcriada e como não gosto de chatear as pessoas em vão e só faltava aquela resposta, escrevi simplesmente: "I'm 25. I haven't had time for any achievements yet."
Cheira-me que não serei seleccionada...
Consideração #3
Caro colega com ar ligeiramente nerd mas incrivelmente interessante e bastante jeitoso que frequenta as aulas de Práticas Processuais Laborais na CDC da OA: que tal um cafezinho no intervalo?
Consideração #4
Os meus vizinhos de cima acordaram-me no Domingo às 9 da manhã, aos berros um com o outro. A acústica do meu prédio é melhor que a dos Jerónimos. Ouve-se tudo com tanta nitidez que é impossível não ser cusca. Não esperem que vos conte aqui o motivo das discussões alheias, até porque não interessa mesmo. Quero apenas referir que a minha vizinha de cima é tão maníaca da limpeza que não se limita a aspirar a casa TODOS OS DIAS. Depois de dizer e ouvir coisas horriveis, suficientes para deixar qualquer pessoa de rastos e a chorar todo o dia debaixo dos cobertores, esperou apenas que o marido batesse a porta de casa com estrondo para ir buscar o aspirador e deixar a casa num brinco. Aposto que dá para comer no chão. Como eu gostava de ter essa capacidade... Já era um achievement.

Wednesday, February 10, 2010

TPC

Com este tempo absolutamente odioso e para recuperar muitas horas de sono perdidas, hoje fiquei-me pelo sofá, e decidi fazer o trabalho de casa necessário ao meu trabalho naquela loja que vende roupa e alguns trapos, que começa por Z e acaba em A.
Quem me conhece bem (não é o caso de nenhum de vocês) pode imaginar o esforço que seria para mim passar uma tarde ao computador a pesquisar as tendências da moda Primavera/Verão 2010. Eu, que sempre desprezei a moda, nunca percebi muito bem o que era isso de tendência e não conseguia distinguir o algodão do linho, aprendi a interessar-me (que remédio) e, com o tempo, fui começando a gostar dessa parente bastarda da arte. Não seria sincera se não dissesse que o meu interesse aumentou muito com a chegada desta colecção, em que me apetece comprar quase tudo. Então, em traços muito gerais, nesta estação temos o seguinte:

O espírito grunge dos anos 90: Quem não se lembra de usar botas Doc Martens pretas com vestidos linha A, numa tentativa desesperada de parecer a Shirley Manson dos Garbage? E as camisas largueironas, aos quadrados, mais os jeans rasgados que arrancavam trejeitos desdenhosos às avós, com as inseparáveis All Stars? Se, como eu, têm saudades dos 90's, este ano estão com sorte: vamos revivê-los.

O look Lolita: Laços, peças às bolinhas, camisetas com motivos infantis, calções ao estilo anos 40, acessórios em forma de frutas são a imagem da inocência interrompida.

Romantismo aos molhos: rendas, transparências, drapeados, folhos, estampados florais, tudo em tons pastel e em tecidos como a organza, a mousseline e o chiffon de seda.

Natural: Entrem em qualquer loja e verão que existe uma predominância do beije, castanhos e verdes secos, aliados a fibras naturais como o algodão e o linho. Ideais para quem gosta de andar "camuflado".

In the army: O estilo militar aparece sobretudo em pormenores como aplicações nos ombros de camisas, vestidos e malhas, gabardines estruturadas, de duas filas de botões, ombros muito marcados, e calçado austero.

In the navy: Este Verão também lançam âncora o azul marinho e o branco, em riscas sobretudo horizontais, a lembrar veleiros e horizontes marinhos.

E agora, alguns conselhos de uma autêntica leiga na matéria (mas com alguma experiência de provadores):

Aproveitem o facto de as calças de ganga terem deixado de ter a cintura descida. A verdade é que não ficam bem a toda a gente. E pode arruinar completamente a imagem de qualquer uma aquele pneuzinho a saltar, ou o estilo "calceteiro" quando nos baixamos.

Se a vossa pele já é beije, como é o meu caso, não usem beije. Ou, pelo menos, não o usem sem algo que permita um contraste (usar beije quando estão com um escaldão também não vale. Beije com vermelho lagosta não combina).

Lá porque toda a gente usa leggings com vestidos de malha por cima, não significa que também tenham que usar. Começo a ficar farta de ver toda a gente vestida de igual. Ah, e aquelas leggings brancas de algodão fininho são interditas a quem tem celulite: parecem um pudim de tapioca.

O preto usa-se sempre, e toda a gente o adora, mas as magricelas devem evitá-lo se não querem parecer fugitivas de Auschwitz.

As riscas à marinheiro são uma das minhas predilecções, mas cuidadinho com as horizontalidades, que aumentam muito os volumes.

Os criadores de moda foram aos baús dos anos 80 buscar almofadinhas para os ombros e puseram-nas em tudo: blusas, camisolas de malha, casacos, gabardines. Podem resultar muito bem para equilibrar uma anca larga, mas atenção a quem tem o corpo em forma de triângulo invertido...

E pronto, acho que não tenho mais nada a dizer. Só deixar-vos com a minha tendência preferida:



(suspiro de saudades)


PS1: E agora, chefe, já posso ser promovida?
PS2: Aos homens que lêem este blog: prometo que amanhã o post é para vocês.
PS3: Não me venham com a história de que não seguem a ditadura da moda e que vestem o que vos apetece e aquilo em que se sentem confortáveis: se isso fosse verdade, andávamos todos em pijama na rua.






Friday, January 1, 2010

As espécies que não evoluem

Quando se relembra Darwin e o seu trabalho sobre a origem das espécies, gostaria de dizer que a secção de senhora da Zara é talvez a Galápagos das espécies de clientes.
Sendo que as mais interessantes são:

A pita-tia: tem 15 anos mas já não vê a própria pele desde os 12. Gasta embalagens de base Chanel à velocidade com que eu como pacotes de bolachas do Lidl. Em regra, tem uma coloração loura e a carteira com uma mesada que excede o meu ordenado. Raramente têm um comportamento antipático: tratam-nos com a mesma condescendência que têm para a empregada que já vivia lá em casa quando nasceram e lhes tira as graínhas das uvas.

A velha-pita: Inconfundível. Tem 50 anos mas veste-se como uma adolescente: mini-saia de ganga, botins azul-eléctrico, top de estampado leopardo, maquilhagem exuberante e ganchos coloridos a segurar as madeixas louras do cabelo. Quando entra, passa a correr pela área onde talvez devesse escolher roupa e dirige-se logo ao Trafaluc para ver o último modelo de legging com lantejoulas. No fundo, são como a Lili Caneças: quanto mais fazem para parecer novas, mais idade os outros lhe dão...

A cota-brasileira: Vem louquinha porque nu Brasiu a roupa é muuuito mais cara! Leva 100 peças para o provador e fica duas horas provando tudo e pedindo tamanhos e opiniões, muitas vezes com a cortina aberta sem se importar com o facto de ter a bunda reflectida em todos os espelhos, à vista de toda a gente. No final, larga metade em cima da mesa, explica detalhadamente porque não leva aquelas peças e pergunta se em Pórtugau a gentxi tem beibi dóu. Explica o que é beibi dóu (baby doll) e sai. Na caixa, explica à caixeira porque leva cada uma das peças, tudo é uma gracinha, mas acaba por rejeitar mais 2/3 à última da hora.

A marido-dependente: Entra na loja quase sempre aparentando estar sozinha, com os sacos das compras e duas crias à porrada, mas o marido vem logo uns metros atrás, disfarçado de desconhecido, a galar os rabos das outras clientes. Ela escolhe o que lhe parece que vá agradar ao macho, mas basta ele dizer que não gosta para ela pôr logo de lado, ainda que seja perfeito/lhe fique bem/seja uma pechincha mesmo boa. No máximo compra um casaco de malha cinzento, com botões até à boca, para usar debaixo do avental.

A boazuda: Mal passa a porta, causa logo transtorno: são os maridos das outras a olhar, são os funcionários da loja a tropeçar no mobiliário, e elas a sacudir o cabelo como se não reparassem. Experimentam apenas coisas XS, mesmo que tenham 1,75m, as mamas da Pamela ou o rabo da Beyonce. Podem as costuras rebentar, quanto mais coleante, melhor. E já se sabe: na hora de pagar, lá vem o toino do namorado, com o cartão dourado pronto.

A obesa: Por cruel que seja, a obesa está na Zara fora do seu habitat, que é a C&A. A gente faz de tudo para as ajudar, mas é inútil: as calças só vão até ao 46 (nos modelos para as velhas) e é um 46 inacreditavelmente pequeno. Acabam sempre a queixar-se de que só fazem roupa para magras e nós a encolher os ombros, a dar-lhes razão, a deitar as culpas no Ortega. E a sugerir educadamente a C&A.

A magricela: Não se riam as que nasceram com genes magrinhos (eu). Porque as muito magras também estão feitas ao bife. É sempre preciso apertar as cinturas das calças de tamanho 34. Vestem um blazer e parecem um cabide. E quando a roupa chega aos saldos, já não há tamanhos pequenos, porque a boazuda levou tudo.

A noctívaga: Só vem à loja depois das 23h30m porque gosta de escolher as coisas quando já não há quase ninguém, todos os funcionários estão disponíveis para ela, e a roupa está arrumadinha e organizada por tamanhos. Tem especial preferência pelos dobrados que demoram mais de 10 minutos a fazer e um dos seus passatempos preferidos é percorrer as paredes com as mãos, puxando o que lhe parece melhor. É mestra em ignorar os olhares assassinos de quem arrumou aquilo tudo e vai sair mais tarde por causa dela. Ah: e nunca compra nada.

A reclamadora: Espécie barulhenta, que gosta de dar escândalo e provar a toda a gente que ali só trabalham incompetentes. Reclama se tiver que esperar mais de 5m para pagar. Reclama se um casaco branco estiver sujo. Reclama se um vestido tem o fecho estragado. Reclama porque as calças têm uma costura torta. Reclama porque os provadores estão todos ocupados. Reclama porque a porta apitou quando ía a passar. Reclama sempre em altos berros. Reclama se não pode trocar roupa porque já passou o prazo. Reclama porque se esgotaram os embrulhos. etc etc etc.

E por fim, a mítica...

A abominável-cliente-que-rouba: Nós nunca a vemos, porque ela é a mestra do disfarce e da camuflagem: deixa para trás o rasto dos alarmes ou uma mesa vazia e ninguém sabe dizer quem foi. É ela o assunto de todas as reuniões de trabalho e a razão pela qual nós, funcionários, parecemos cães de caça. E no dia em que a apanharmos...





Tuesday, December 15, 2009

Emanuel

De onde vens, Emanuel? De que tristeza, de que infância, de que mágoa? De que tens fome?
As mãos que tens, que bem podem fazer? E quanto mal já fizeram?
Levanta os olhos do chão. 17 anos não foram feitos para se contarem os passos, mas para olhar em frente e começar a correr.
Quantos dias contaste por detrás desses muros (centro educativo uma treta, prisão!) Quantas vezes viste fugir o sol e quantas pediste para não voltar a vê-lo?
Consegues ouvir a vida cá fora, os carros nas veias da cidade, um coágulo de vez em quando, filas intermináveis, que aborrecimento, as pessoas de mão no volante, a outra a sintonizar o rádio, gente de vida fácil, sem portas blindadas, sem fechaduras, sem arame farpado, sem guardas e armas e perguntas sem resposta.
O que queres ser, quando tirares os olhos do chão?

Tuesday, November 3, 2009

Silogismo ligeiramente eufemístico


Só os pequenos traficantes vão dentro. Os pequenos traficantes só são pequenos porque são burros. Logo, o meu arguido não é propriamente inteligente...

Tuesday, March 3, 2009

O pincel

Voltei das minhas belas e prolongadas e maravilhosas férias, pensando ingenuamente que aquele trabalho que implicava calcular as horas extra e o trabalho nocturno em dívida desde 1995 já teria sido distribuído a uma colega estagiária e, portanto, estaria mais que feito. Qual não é o meu espanto quando ontem:

Dra. B.: Quer trabalho? Mas ainda não fez o que eu lhe pedi antes do Natal...
Marta: Qual?! (oh-grande-merda!)
Dra. B.: O cálculo das horas extra do sr. fulano, lembra-se?
Marta: Ah... Nunca mais me lembrei... (Só tive pesadelos com números durante duas semanas)
Dra. B.: Pois, ele ainda aí está à sua espera. Portanto, mãos à obra.

E lá vim eu, de rabinho entre as pernas, com a calculadora da loja dos chineses em punho, ver quanto é que aquela gente deve ao homem. Folhas e folhas de registos de horas de entrada e horas de saída. Cada vez que faço as contas, para confirmar, dá-me um número diferente. Se eu fosse menos básica a matemática, talvez inventasse um equação ou algo assim para resolver isto mais depressa.

Só me apetece ganir.